SIMPLESMENTE MICHELE

Balzaquiana. Pisciana
Carioca. Solteira.
Deveras transparente.
Altamente sincera.
Quase sempre eloqüente.
Demasiadamente emotiva.
Raramente displicente.
Jamais omissa.
Gaúcho e baiano é o meu sangue.
Casar gostando? Não eu!



Trabalhei em: shopping, hospital e televisão.
E já fiquei sem trabalho.
Desejei COISAS e PESSOAS.
Conquistei PESSOAS E COISAS.
Não desejar e não conquistar também aconteceu.
Simplesmente menina.
Deliciosamente mulher.
Alternando quando é preciso.
O simples sempre mexeu comigo.
Tenho poucos amigos. Basta-me.



Sou amiga e piso na bola às vezes.
Errei e quero errar até acertar.
Conheci pessoas únicas.
Vivo momentos ímpares.
Os guardo onde só eu sei.
Sempre briguei com a Soberana das Exatas.
Ainda brigo.
Repeti a 7ª série. Sempre ELA, a Soberana!
Sou articulada.
Extrovertida nem sempre.



Carrego, suporto e pago o preço desta personalidade.
Falo e faço merda de vez em quando.
Raramente, mas acontece.
Sou incompreendida às vezes.
E dona da verdade também.
Pelo menos da minha sei que sou.
Aprendi a ser deliciosamente tolerante.
Choro. E como choro.
Adoro comida chinesa. A japonesa? Não desce.
A-do-ro música! E respeito à sétima arte.



Adoro surpreender.
O contrário ainda mais.
Detesto perder quem amo. Uma dor sem fim.
Não vivo sem as letras.
Tenho paixão por Cocker Spaniel.
Gato? Nunca gostei.
Pecado da gula: McDonald’s!
Sofro COM meus amigos.
Sofro por amor. Sofro pelo desamor.
Sofro até o meu limite. Sou dada a limites.



O fundo do MEU poço, moradia poucas vezes, necessária!
Emerjo doída, porém com a devida força para continuar.
Adoro dançar e cantar ainda mais.
Vejo novela.
Vejo o Jô e não gosto algumas vezes.
Vejo Vídeo Show e gosto algumas vezes.
Não vejo futebol.
Sou apolítica.
Fernanda Young? A-do-ro!
Ousada e autêntica na medida certa.



Fui rendida pela Genética, pela Parasitologia e também pela Embriologia.
Quero render-me ainda mais e mais e mais e mais...
Aprendi a gostar de muitas, várias coisas.
Adoro gastar dinheiro com bobagens.
Adoro uma papelaria. E livraria? Quase surto!
Sou louca pelo básico e o nem tão básico assim.
Sou louca por homens que me divertem, salvo os palhaços dentro de uma lona.
Sou louca por detalhes: mão, cheiro e palavras que façam a diferença...
Tolero os sarcásticos.
Divirto-me com os idiotas.



Detesto gente burra.
Detesto gente coitada.
Detesto gente vazia.
Detesto gente egocêntrica.
Detesto detestar, mas não me resta escolha.
Não suportaria viver sem: minha família, livros, música, papel e caneta.
Suportaria viver sem: sorvete, televisão, borracha e guaraná Antártica.
Quero ver a cura da AIDS e do Câncer.
Dos males de Alzheimer e de Parkinson.
Quem sabe não ajudo a encontrá-las?



Tenho bronquite, enxaqueca e TPM.
Ah, e saudade também! Muita!
Tenho medo de formiga, barata, lacraia.
Tenho medo de altura, do mar e de pessoas.
Medos são necessários. E tantas outras coisas também.
Tive meu momento “Fênix”!
Fui útil. Minha alma agradece.
Fui fútil e me arrependi.
Gosto de Prosecco e vinho branco seco.
O tinto até tento, porém definitivamente não desce.



Uma mania: comprar shampoo e afins.
Permito-me ficar sozinha. Revigora.
Nunca fumei maconha.
Tão pouco usei cocaína.
Outro vício: por sapatos, bolsas e jeans!
Nunca fui ao Redentor.
Sei que fui amada no Pão de Açúcar.
Já beijei por beijar. Hoje não me permito.
Brigo com minha mãe e não saberia viver sem ela.
Meu pai a esta altura não se permite mudar.



Porque as pessoas mudam em prol de outra?
Romântica e altruísta. Nem assim quero ser outra que não esta.
Acredito em pessoas que se completam.
Não aparento a idade que tenho.
Sou incentivada a seguir pelas letras.
Um dia talvez vista tamanha ousadia em prol algumas histórias vividas.
Não suporto ser julgada.
Minhas entrelinhas dizem mais que as próprias linhas.
Não quero morrer sozinha.
Tento ser feliz alternando entre o sim e o não!



Sei ouvir. E quando preciso que me ouçam?
Sou grossa. Quem não é?
Sou direta. Todos poderiam e até deveriam ser, facilitaria bastante.
Quando erro abaixo à cabeça. Nem questiono.
Sou organizada demais e isso me irrita profundamente.
Cheiro de chuva e de grama sendo cortada mexe comigo.
Guardo cada gesto, cada detalhe com extrema perfeição.
Fico feliz com o mínimo mesmo que pareça ridículo.
Descobri cabelo branco. Maturidade, tempo ou genética?
Tenho fascínio pelo todo, pelo tudo, por ti e por nós...



Falo palavrão e sei manter a classe.
Já dancei quadrilha.
Amo a Michele em diversas companhias.
Fiz natação. Nenhuma medalha.
Ganhei minha vida por duas vezes.
Reconheço tamanha dádiva e agradeço.
Nunca curti Carnaval.
Sou extremamente caseira.
Outro vício: Coca-Cola.
Danço em frente ao espelho.



Quis ser astronauta para ver a Terra sem nela estar. Desisti.
Usei cabelo curtíssimo. Hoje acho que não combina.
Futura bióloga. Pesquisa científica foi à área escolhida.
Não tolero pessoas que tomaram para si a Lenda de Narciso. É lenda!
Fico sem palavras em determinadas situações.
Meu olhar fala por mim. É involuntário.
Prezo demais quando isso acontece.
Há dias em que o TUDO não me basta.
Em outros o NADA me faz feliz.
Assumo meus erros e tudo que faço independente do que seja.



Quero o melhor das pessoas.
E o pior também, já que faz parte do pacote.
Meu primeiro beijo? Detestei! Esperava mais.
Não admito mentira e pessoas vulgares.
Ousar tem limites que devem ser seguidos pelos que possuem bom senso.
Pessoas volúveis? Dispenso!
Personalidade não me falta. Confesso que poderia tê-la em menor grau.
Pessoas seriam eternamente gratas por isso.
Odeio seguir regras, exceto quando for indispensável.
Leio sempre, leio demais. Escrevo menos do que gostaria.



Perguntam se sou oriental. Não sou! Juro!
Curto e respeito todo e qualquer silêncio.
Uma sensação: a do sol na minha pele.
Flutuo sobre a água. Da piscina, é claro!
A futilidade definitivamente não me pertence.
Gosto de proteger e ser protegida.
Defendo quem amo.
Me redescobri. Nenhuma palavra caberia agora!
Odeio cerveja e qualquer ser de pelúcia.
Fico carente e assumo.



Adoro que mexam na minha cabeça.
O sono rapidamente impõe sua presença.
Bebo café, mas sem leite.
Amo o meu Outono.
Amo meus seios.
Minha família: bem extremamente necessário.
Amo cabelo molhado. O meu principalmente.
Sou louca pelo meu irmão. Um amor totalmente incondicional
Amo minha cama, meu refúgio.
Acredito em Deus e em reencarnação.



Apaixonei-me inúmeras vezes.
Sei que fui apaixonante para alguns.
Se fui amada? Tenho consideráveis dúvidas.
Enfim, ainda pretendo ser.
Viver pela metade? Há quem viva.
Sofreram por mim. Certeza que muito me incomoda.
Não sou mais ou menos.
Não fico sentada em cima do muro.
Sou intensa. Defeito ou virtude?
Conheça-me e depois responda.



Já fui contra tatuagens.
Curto ser simples. Concedo-me ser chique, às vezes, quase nunca.
Não admito que me escondam nada.
Gente mesquinha, estúpida e arrogante? Tenho nojinho!
Curiosa dentro da normalidade.
Conservo meus amigos homens. Minha visão masculina sempre que preciso.
A melhor de todas as amigas? Minha mãe, sem dúvida!
Um dia direi ao meu pai o quanto o amo.
Não tenho pavio curto. Simplesmente porque não o possuo.
Raramente esqueço uma data importante.



Se me prometerem algo: CUMPRAM, pelo amor de TODOS!
“A Michele está na TPM”. É apenas um aviso para a humanidade.
Canto no chuveiro.
Adoro leite com chocolate. Gelado. Leite puro: JAMAIS!
Musicalmente eclética.
Quando me estresso, é no mínimo chato.
Nem ¼ de Michele aqui exposto.
Poucos me conhecem na plenitude.
Se me toleram, alguns por mim também são toleráveis.
E assim um ciclo foi estabelecido.



Tolhida em atitudes, porém não em sentimentos.
Sinto, quero e sou na totalidade da palavra.
Benevolente com o coração alheio.
Drástica ao extremo quando decepcionada.
Enfim, quem gosta não me resta dúvida onde é justamente isso que realmente me importa.



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Sábado, Novembro 07, 2009




A queda...



Quando vi era tarde demais. Já estava no chão. Caída, sangrando. Aos pedaços.
Simplesmente não senti. Aconteceu!
Geral e normalmente é quando menos se espera. E assim foi comigo.
Dados os primeiros socorros, surge:


Diagnóstico: Alma com politraumatismos. Todos expostos. Evidentes.


Órgão lesionado: o coração.


Sintomas: Dores com intensidade variável em local e horário previamente não determinado.


Indicação: Cirurgia. Os danos em maior escala necessitam de reparo imediato.


Prognóstico: Grande chance de cura. Retorno à vida normal em questão de tempo. Basta alternar doses de esforço e boa vontade dia após dia.


Tratamento:


- De hora em hora ½ comprido de conformismo.
- De 6 em 6 horas 02 compridos de brio que também pode ser substituído por amor-próprio, seu genérico e sempre mais em conta.
- Em caso de dor intensa 01 comprido de orgulho juntamente com ½ comprimido de bom-senso.
Este último também pode ser encontrado em gotas, utilizando assim 30 gotas em meio copo d’água. Doses cavalares foram ministradas propositalmente para que a convalescência aconteça mais rapidamente.


Contra-indicação: Em alguns casos podem surgir presença de altruísmo, emoção podendo esta levar ou não ao choro, suposta saudade em virtude do indício de algum momento que valeu a pena guardar, entretanto o arrependimento está totalmente descartado. Não desaparecendo as contra-indicações não será necessário realizar contato médico. Foi comprovado cientificamente por especialistas que com a devida ação do tempo tais sintomas desaparecerão de forma gradativa até cessarem por completo.


Profilaxia: Dores sem aviso prévio e reminiscências certamente surgirão, estando dentro da normalidade do caso. Está indicado, então, que todo mês durante um ano o tratamento seja repetido durante 15 dias. Passado este tempo teremos finalmente, a certeza de cura. Tal prazo para profilaxia poderá ser diminuído e/ou até mesmo suspenso dependendo apenas do total empenho do paciente.

Simplesmente Outono.


Michele às 12:59 AM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Novembro 05, 2009




Sou melhor calada...



Penso.
Com a devida inércia que o pensamento comporta.
Falo.
Desta trágica e simplória inerência.
Coesa demais.
Notória demais.
Convidativa demais.
E cansativa na mesma medida.
Renego.
Sem culpa ou piedade.
Concluo.
Com minh'alma vertendo em lágrimas.

Simplesmente Outono.



Michele às 1:17 AM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Outubro 31, 2009



Sentimentos latentes e não menos nocivos.
Verdade inimaginável, porém perniciosamente explícita.
O gosto acre pouco a pouco se mistura a tantos outros.
Um dissabor necessário para a terminante escolha.
Despindo-me de certas mágoas. Ou ao menos tentando.


Ps.: Até as coisas que duram muito acabam um dia.


Simplesmente Outono.



Michele às 4:07 AM
Folhas secas ao chão: ()


Terça-feira, Outubro 27, 2009




Surge hora ou outra uma vontade imensurável, permeada a um desejo totalmente absurdo, poroso
e racional de simplesmente ouvir um EUTEAMO vindo d’alma como há muito tempo não ouço.
O que causa tamanho desconforto é saber que em algum momento, ele foi dito.



Simplesmente Outono.


Michele às 2:27 AM
Folhas secas ao chão: ()


Domingo, Outubro 18, 2009




É impressionante a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer.

Caetano Veloso - Cantor, compositor.





Michele às 3:43 AM
Folhas secas ao chão: ()


Sexta-feira, Outubro 09, 2009



Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo.
Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.

Sigmund Freud.


Caro Sr. Freud, com sua devida permissão: E eu que o diga.


Michele às 8:35 PM
Folhas secas ao chão: ()


Quarta-feira, Setembro 30, 2009



O que esta ampulheta traz consigo?

A tranquilidade de uma obviedade que não tem preço.


Michele às 12:56 AM
Folhas secas ao chão: ()


Domingo, Setembro 20, 2009



Ciclos da Vida

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”

Fernando Pessoa.


Michele às 10:16 PM
Folhas secas ao chão: ()


Domingo, Agosto 30, 2009



Uma vontade que não passa...
Como além de outras tantas...



Michele às 10:45 PM
Folhas secas ao chão: ()


Quarta-feira, Agosto 12, 2009




Algumas das inúmeras verdades de uma notável Clarice...


1)- Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

2)- Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

3)- ...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.

4)- Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca.

5)- Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.

6)- Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

7)- Eu já começara a adivinhar que ele me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

8)- Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

9)- É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.

10)- "Eu te odeio", disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. "Eu te odeio", disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma?

11)- Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.

12)- É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

13)- Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. É a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

Clarice Lispector.


Michele às 1:09 AM
Folhas secas ao chão: ()


Segunda-feira, Julho 20, 2009



Michele às 7:01 PM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Julho 02, 2009




Você se superou, como de costume.
Saul Gorn - Professor.


Minha verdade em palavras...

Leio algumas cartas que não foram entregues.
Relembro frases que não foram ditas.
Pedaços de mim que continham você.
Hoje nada muito além de marcas transfiguradas e atenuadas pelo tempo.
Esta é a minha verdade. E nela eu acredito.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 10:58 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sexta-feira, Junho 19, 2009




O cotidiano de uma estação...

Muitas coisas a serem ditas.
Sem o menor pudor eu as diria se de fato valessem à pena.
Pessoas, gestos, sentimentos, palavras: somente se fizerem jus a mim.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 1:29 AM
Folhas secas ao chão: ()


Terça-feira, Maio 05, 2009



Michele às 8:38 PM
Folhas secas ao chão: ()


Segunda-feira, Abril 27, 2009





Michele às 3:03 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Março 14, 2009




Uma luta constante


Quando a saudade resolve a todo e a qualquer custo impor sua presença aceite tal imponência, pois lutar contra seria tolice.
Exmª. Srª. Saudade lhe concedo o direito de permanecer em minha companhia até que sua ausência seja exigida.
Após seu real intento ser atingido digo: o de sugar-me todas as forças que um recomeço exige lhe informo que ainda haverão possibilidades de começar sempre.
Eis, que mais uma luta será travada onde as vitórias acontecem por revezamento.
Afirmo a esta mesma Srª que conviver com sua presença (quase constante) jamais fez parte dos meus planos, portanto trate de seguir o seu rumo, pois tento dia após dia seguir o meu sem solicitar a "bendita" imposição da sua presença.

Eu, Simplesmente Outono.





Michele às 12:50 AM
Folhas secas ao chão: ()


Terça-feira, Março 10, 2009




O 31º Outono da minha vida...


Desejo todos os amores não vividos, incluindo os sorrisos que permaneceram guardados, calados, malogrados...
Rogo por todas as verdades que nasceram verdades acompanhadas por um “quê” de cumplicidade que traz consigo por si só.
Enfim, eis uma mulher que almeja viver tudo que ainda não foi vivido, somado, compartilhado, diminuído por alguns poucos ou vários motivos.

Eu, Simplesmente Outono.





Michele às 2:00 AM
Folhas secas ao chão: ()


Segunda-feira, Março 02, 2009



Michele às 3:40 AM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009




Errata...


Uma das partes envolvidas não avisou que...
Enquanto a parte intensa e verdadeira acreditava, digo o Outono...
Ela, a outra parte, apenas sustentava e gerava alimento para o seu ego...
Enfim, o que acabou descaracterizando por completo o suposto dia em que a Terra parou.
Foi comprovado que mentiras e metades ainda não são capazes de alcançar tal efeito.
São lamentáveis as exceções em que os números acabam não sendo mais necessários para o complemento das letras...
Esta acaba de se tornar uma delas, onde agora de forma totalmente independente cada um segue o seu caminho...

Eu, Simplesmente Outono.
Ps.: Despida dos números. Vestindo verdade.


Michele às 5:01 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009




O MEU produto


Quando ocorre a deliciosa e inexplicável junção das letras com números o resultado acaba sendo onde mais uma vez foi sentido por todos...
Notícia extraordinária: “Hoje mais uma vez foi constatado que a Terra parou por algumas horas sem que houvesse explicação para tal efeito”...
E segundo cientistas o fato já está sendo estudado.

Eu, Simplesmente Outono.
Ps.: "Vestida de números".


Michele às 11:47 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sexta-feira, Janeiro 30, 2009




Uma escolha aliada à descoberta.


Entre viver um suposto amor desta forma e a comprovação da total inexistência deste amor a segunda opção ocupa agora o posto da verdade onde nem por isso deixa de ser lamentosa.

MORAL DA HISTÓRIA: antes o conformismo de uma ausência comprovada do que a parvoíce de manter um mero capricho da sua imaginação...


Eu, Simplesmente Outono.



Michele às 4:01 AM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Janeiro 22, 2009




Uma verdade que cala. Adoro quando isso acontece...



Michele às 1:47 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Novembro 01, 2008



Michele às 7:30 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Outubro 18, 2008



Michele às 9:18 PM
Folhas secas ao chão: ()


Domingo, Agosto 31, 2008




Tenho andado vazia de mim...
E repleta de ti.
Esta tem sido a minha verdade.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 6:56 PM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Julho 24, 2008




O INCOMPREENSÍVEL DEVERIA CAUSAR SUSPEITA E NÃO...

Niklaus Wirth - Suíço. Cientista da computação, criador da linguagem "Pascal".



Michele às 8:55 PM
Folhas secas ao chão: ()


Domingo, Maio 25, 2008




Preciso entregar-me novamente ao prazer que somente escrevendo sou capaz de sentir.
Eu, Simplesmente Outono.



Michele às 4:31 AM
Folhas secas ao chão: ()


Segunda-feira, Março 10, 2008




Hoje me darei os PARABÉNS.


Esperei. Como esperei.
Deveras desejei. Como desejei.
Tive medo de que não chegasse.
Acreditei que seria a própria maturidade vestida de Michele quando atingisse este número.
Hoje vejo que não sou.
É até melhor assim, pois poder agir com a inocência de uma criança dói muito menos do que fazer jus da esperteza de um adulto.
Esta foi denominada a idade crítica do suposto sexo frágil.
Sinonímia que não concordo em gênero, número e grau.
Afirmo tal e tamanha discordância da maneira mais veemente que houver.
Sexo Frágil? Escolho a hora que assim quero ser definida.
Falo dos 30, dos meus 30.
Vivi, senti, chorei, ri, calei, escrevi, cantei, li, não fiz nada, fiz o “meu” tudo.
Fui grossa, solidária, gentil, apática e também dona da verdade.
Ahhh, eu menti.
Fiz juras de amor.
Encantei-me por pessoas, bichos, coisas, lugares e situações.
Questionei o que não merecia, não podia ou até não devia ser questionado.
Achei respostas que acabei não gostando.
Senti falta de uma religião porém não de Deus. Ele esteve presente sempre.
A maturidade faz o sim virar não e vice-versa.
Certeza vira dúvida, dúvida vira certeza.
Perguntas viram respostas e o tal vice-versa ainda impõe sua presença.
Mudei ora o que não queria ora o que devia.
Acreditei na mesma ordem e também na ordem contrária.
Sonhei com o possível e conquistei o impossível.
Amei da pior e da melhor maneira.
Fui várias e também única. Muitas vezes ao mesmo tempo.
Desejei o que jamais seria meu. Justa e simplesmente porque não era para ser.
Fui apenas isso ou até mesmo isso tudo porém estes anos são meus e ninguém tira.
Enfim, hoje me darei os PARABÉNS exatamente como está escrito.




Michele às 1:04 AM
Folhas secas ao chão: ()


Terça-feira, Fevereiro 05, 2008




Ando assim: preta e branca.
Cores surgirão, é apenas questão de tempo.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 11:39 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Janeiro 26, 2008




Nas coisas grandes, os homens se mostram como lhes convém; nas pequenas como são.

Nicolas Chamfort - Francês (1741-1794). Escritor, dramaturgo, jornalista.





Se o homem procurasse ser tão bom quanto se esforça para parecê-lo, o seria, sem dúvida.

Rainha Cristina - Sueca (1626-1689).





Os homens deveriam ser aquilo que parecem.

William Shakespeare - Inglês (1564-1616). Dramaturgo, poeta, autor de Hamlet, Romeu e Julieta, Megera domada e Otelo.


Michele às 1:40 AM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Dezembro 22, 2007




Deixe-me apaixonar. Havia esquecido tamanho bem-estar...


Teria apaixonado-me pela pessoa errada? Onde ela trará escrito que é finalmente a certa?



Michele às 9:06 PM
Folhas secas ao chão: ()


Quarta-feira, Outubro 10, 2007




... aqui misturam-se o meu refúgio, a minha paz, além dos meus tormentos...



Michele às 1:57 AM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Setembro 13, 2007



Michele às 4:12 PM
Folhas secas ao chão: ()


Quinta-feira, Julho 19, 2007




TEVE que acabar...



Michele às 12:14 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Maio 19, 2007




Conforme os dias passam o palhaço também chora... ou seria a palhaça???



Michele às 3:33 AM
Folhas secas ao chão: ()


Terça-feira, Abril 17, 2007




Minha Biologia!



Michele às 2:30 PM
Folhas secas ao chão: ()


Sábado, Março 10, 2007




10 de Março...


Agradeço pela vida concedida de volta.
Pela minha família e pelos meus amigos.
Pelas paixões e pelos falsos amores.
Pelos ganhos e pelas perdas.
Pelas pessoas que conheci e por aquelas que deixei de conhecer.
Pelos sonhos desfeitos e ainda mais pelos realizados.
Pelas lágrimas e pelos sorrisos.
Pelos livros lidos e pelas músicas ouvidas.
Por cada sentimento que serviu-me de inspiração ou lamento.
Por cada texto sentido e criado.
Pelas ousadias realizadas e ainda por tantas outras que me permitirei realizar.
Pelo não que virou sim e vice versa.
Pelo meu Outono e pelas outras estações que pude sentir vivendo.
Pelos erros e acertos.
Enfim, obrigada por mais um ano vivido plena e intensamente.


Michele às 12:34 AM
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Domingo, Fevereiro 11, 2007




RUAS DE OUTONO
(Ana Carolina / Antônio Villeroy)


Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar.



Michele às 7:42 PM
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Sábado, Fevereiro 03, 2007




Confeti não em forma de papel picado...
Confeti para recordar uma infância que desejo de volta...
Coloridos e doce na medida exata.
Como achamos a medida? Alguém pode me dizer?


Michele às 10:04 PM
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Quinta-feira, Janeiro 18, 2007




A saudade é salgada.
Se faz doce somente quando optamos para que ela assim seja.



Michele às 7:45 PM
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Domingo, Dezembro 31, 2006




Meu 2006!


Ouvi todas as músicas que desejei.
Perdi pessoas que não gostaria jamais de ter perdido.
Construí sonhos ainda não realizados.
Curti bastante minha mãe.
Visitei meus amigos sempre que pude.
Conheci pessoas únicas.
Conquistei algumas quando não devia.
Comecei textos e não terminei.
Li bons livros.
Ri e chorei.
Fui pedida em casamento.
Tomei banho de chuva.
Fiz novos amigos.
Vi alguns filmes mesmo não gostando.
Senti saudade o ano inteiro em vários momentos.
Fui útil e meu espírito agradece.
Também fútil e me arrependi.
Descobri amigos que não eram amigos.
Comprei passagens para Porto Alegre e cancelei.
Conheci o Rafael, a Renata e o Antônio Carlos.
E hoje não estão mais entre nós.
Superei alguns medos e criei outros.
Fiz rir e chorar.
Dancei de olhos fechados.
Não nadei uma vez sequer.
Alguém falou e cumpriu.
Fiquei sozinha sempre que precisei.
Descobri cabelos brancos e arranquei.
Comprei coisinhas de mulher.
Cozinhei pouquíssimas vezes.
Namorei quem não devia.
Meu irmão ficou noivo.
Tive que tomar uma grande decisão.
Quase não fui à praia.
Tive meu melhor amigo sempre por perto.
Tive surpresas boas e ruins.




Enfim, posso dizer que 2006 foi um ano que pude descobrir coisas que fizeram toda e total diferença e certamente continuarão fazendo.
Sem dúvida fiz por onde me tornar uma pessoa melhor, revi certos conceitos, aceitei certos erros, descobri qualidades...
Quero um 2007 para ser vivido da melhor forma. E isso garanto fazer.


Michele às 1:42 PM
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Segunda-feira, Novembro 20, 2006




Evite acidentes: faça tudo de propósito.
Carlito Maia - Brasileiro (1924-2002) - publicitário e escritor.





Quem contempla desapaixonadamente, não contempla.
Jorge Luis Borges - Argentino (1899-1986) - poeta e escritor.





Um barco está seguro no porto. Mas os barcos não são feitos para isso.
John A. Shedd - Americano (séc. XIX) - advogado.





Michele às 4:23 PM
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Domingo, Novembro 12, 2006




Tempo é a substância do qual sou feito.

Jorge Luiz Borges - Argentino (1899-1986) - poeta e escritor.





Tempo é o que impede tudo de acontecer de uma vez.

John Archibald Wheeler - Americano - Físico


Michele às 12:55 PM
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Terça-feira, Outubro 17, 2006




Exatidão de sentimento.


Falta-me algo hoje.
Estou aqui nem sei como...
Apenas não sei e pronto, porém estou.
Meio assim, meio nada, meio tudo.
Dizem que pode ser saudade.
Eu diria necessidade.
Talvez ambos.
Quem provém de quem, afinal?
Estou certa de que encontro-me entorpecida pelo teu gosto, pela tua pele, por você. Doce e maliciosamente entorpecida.
Estou perdida no tempo, no espaço.
Não me acho e nem quero.
Quero que você me ache.
Me acha, vai...
Me pega e me invada afinal hoje te permito fazer de mim o que quiser. Faça, por favor... eu deixo, eu quero, eu preciso me conceder a essa entrega submissa.
Te quero deliciosamente certa de que não como quis tantos outros pois os outros tinham um lado só, o lado que eles queriam mostrar.
Você se mostra inteiro, sombrio e claro, doce e acre, denso e leve, intenso e calmo, enfim sem pudores e sem medo...
Te quero nu e te quero cru.
Te quero bem e te quero mal.
Te quero devasso e te quero anjo.
Te quero casto, porém ainda mais, muito mais indecoroso.
Te quero menino, tímido, sereno.
Te quero homem, descarado, despudorado.
Quero te amar em uma cama com pétalas de rosas e lençóis de cetim.
Quero te amar com urgência no banco de trás do carro.
Quero te amar na lama e ter sua boca com gosto de chuva.
Quero te amar na areia da praia e observar teus olhos mirando as estrelas e a lua.
Quero teus sonhos, entretanto os pesadelos devem vir pois também os quero.
Quero teus amores amados...
Ou simplesmente os prazeres de amores.
Quero ser teu presente e teu futuro.
Quero tuas lembranças, tuas histórias.
Adoro teu passado meigo, lascivo, devasso.
Adoro o teu preto e o teu branco.
Adoro todos os teus lados, frestas, cantos, ângulos, retas e curvas.
Te quero assim dessa forma e sem forma exata.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 8:55 PM
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Sábado, Outubro 07, 2006




SENTIMENTOS e SENTIMENTALIDADES...


SAUDADE: dos números.

LEMBRANÇA: Ciências Exatas.

ANGÚSTIA: querer demais e ser tolhida de forma doída e absurda.

PREOCUPAÇÃO: se está bem e feliz.

INDECISÃO: ela nem aparece quando o X da questão é você.

CERTEZA: desta admiração.

INTUIÇÃO: de que ainda nos veremos por aí seja nesta vida ou mesmo nas outras.

PRESSENTIMENTO: quando ele aparece arrumo um jeito de obter notícias.

VERGONHA: por te querer desta forma e sem forma exata.

ANSIEDADE: por te ver mais uma vez e não dizer uma só palavra.

INTERESSE: ter você ou me livrar de uma vez por todas.

SENTIMENTO: os melhores eu te dou.

RAIVA: da cena!

TRISTEZA: por ter sido mais uma.

FELICIDADE: pelos pucos dias de convivência.

DOR: ser de outro querendo ser tua.

AMIZADE: além dela, tantos outros sentimentos.

CULPA: não me culpo. eu sinto, eu quero e pronto!

LUCIDEZ: sempre esteve presente.

RAZÃO: foi ela quem decretou o basta!

VONTADE: todas, mesmo não podendo.

PAIXÃO: passei deste estágio.

AMOR: enfim, encontrei a definição...




Hoje dispenso assinatura.


Michele às 10:47 PM
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Terça-feira, Setembro 26, 2006




Amarga confissão...


Já tentei ser mais ou menos...
Já tentei subir no muro...
Já tentei ter pavio por mais curto que fosse...
Já tentei falar em meias palavras...
Já tentei viver pela metade...
E já tentei até não tentar simplesmente.

Pago pra ver todas às vezes.
Dou minha cara a tapa e ainda viro o outro lado.
É fato: só aprendo assim.
Raramente me permito dançar conforme a música.
E assim vou indo atrás do bloco e abrindo o meu caminho.

Tenho orgulho de mim. E será que tenho mesmo?
Surpreender me faz feliz e vice-versa mais ainda.
Tiro o time de campo numa boa, entretanto quando perco sento e choro.
Agora quando ganho choro mais ainda.
Ser intensa tem seu preço e verdadeira custa mais ainda.

Enfim, vou pagando enquanto me for permitido.
Sendo isso tudo ou mesmo só isso tenho conseguido passar por esta vida deixando meu rastro e infelizmente algumas cicatrizes.
Michele, não falemos em cicatrizes ou talvez numa outra hora que não esta.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 2:47 PM
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Quarta-feira, Setembro 13, 2006




Verdade doída


Fui tua...
Fui tua de alma já que de corpo você ficou me devendo.
Ter sido apenas de alma teve que me bastar.
Ser também de corpo colocaria tudo a perder.
Sua moralidade foi tamanha ao ponto de ficarmos no ora veja!!!




Perder o que nunca foi meu...
Perder o que já começou perdido...
Perder o que não era para ser ganho...
Eu já estava perdida...






E com isso...






Minha alma sente falta da tua...
Meu encantamento sente falta do teu...
Minha vontade de você não passa...




Imoral já éramos, seu tolo!
Faltou, porém a melhor e a mais desejada das imoralidades .
Falo daquela bem devassa e despudorada, entretanto não menos de alma...
Muitas vezes supliquei por ela calada e também aos berros.
Fui e ainda sou tua. Agora exijo deixar de ser.




Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 9:56 PM
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Sexta-feira, Setembro 08, 2006





Michele às 11:11 PM
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Domingo, Junho 25, 2006








Michele às 10:19 AM
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Domingo, Abril 09, 2006




Um ausente


Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral,
a comum aquiescência de viver
e explorar os rumos da obscuridade,
sem prazo, sem consulta; sem provocação,
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar...
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso,
voz modulando sílabas conhecidas e banais,
que eram sempre certeza e segurança.
Sim tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto
nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.


Carlos Drumond de Andrade.


Michele às 6:37 PM
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Domingo, Fevereiro 19, 2006




Uma certa Michele...


Aos poucos que verdadeiramente me conhecem sabem que SIMPLESMENTE ADORO confessar o inconfessável.
Me permito ser passada a limpo somente por mim diga-se de passagem e foi isso que acabei fazendo neste necessário desaparecimento.
Tirar o time de campo é até prazeroso de vez em quando, entretanto o que não me permito jamais é deixar de jogar.
Ficar de fora avaliando a partida rolando faz com que cada jogada seja avaliada para finalmente alcançar o tão sonhado e esperado intento, o gol.
Minhas linhas afirmam que tentei ficar com o que há de melhor da Michele, porém alguns defeitos teimaram por permanecer como a ousadia de sempre se mostrar por inteira.
Acredito que esta transparência despudorada faz de mim uma pessoa que tem feito falta para algumas outras e deliciosamente isso já faz tudo valer a pena.
Aos que julgaram me amar se realmente o tivessem feito jamais teriam me perdido.

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 12:15 AM
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Sábado, Outubro 29, 2005




ELA SE APAIXONOU.


Amiga minha está assim. Feliz por ela, mas para acalmá-la um pouco, enviei-lhe estas velhas idéias.
A mulher em estado de paixão é um ser em estado permanente de torcida do Flamengo. Torce mais por ele (o amado) que pela Seleção. Entra no campo, agride o juiz, salta o alambrado, topa qualquer desafio. Só vê a vitória. Vai pro exílio, larga carreira, profissão, conveniência, partido político. Só tem um caminho e uma verdade: a paixão. O resto virá depois. Sem ele, o tudo é nada.
É o mais paciente dos seres impacientes. Sempre em estado de "estou pronta" leva anos esperando com uma insuportável e maravilhosa impaciência, exigência, dedicação, entrega, cegueira, vontade de quintais, praias e amarrações que supõe perfeitas e definitivas. Ninguém vive a provisoriedade com tanto sentido de permanência. Ninguém assina em branco e antecipa tantos avais de afeto. Ninguém erra com tanta convicção e decência. Para ela, a única alternativa para o tédio é a paixão.
É fera e santa, guerreira e gato, desastrada e genial, capaz de usar fitas; meias coloridas; de enfrentar solidões, distâncias, presenças e furacões pelo ser amado. É o mais regular dos seres irregulares, porque não julga, não pensa, não avalia: sente. E que se danem o mundo, as regras, as regulações, disposições, legislações e tudo aquilo que a mãe ensinou!
Que o mundo exploda em flores! Ser de grandezas só vive de migalhas. Entende de lençóis iluminados pela luz do corredor nas noites sem sono, conhece ruídos diferentes de tique-taques e entende de cantores e poetas (escolhidos secretamente).
Interpreta as mensagens mais sutis do amado: tom de voz, espaço entre uma e outra frase, fomes dominicais, impressões vagas de cansaço, tédio, alegria ou saudade expressas por fungados, suspiros, desabafos, interjeições, gestos, sons, olhares.
Mistura disposição com vontade. Possibilidade com ânsia. Dificuldade com não querer. Em suma: é o mais incapaz dos capazes do que há de melhor, mais lindo, legítimo e verdadeiro.
Especialista em pretextos; modista de oportunidades; navegantes de esperanças; tecelã de ternuras; doceira de amarguras.
É furacão e chuvisco; exaltação e placidez; adivinhação e alienação; sábia e patusca; maravilha e susto; mãe e mulher; filha e bruxa; santa e desastrada. O único ser que topa qualquer parada não é o herói nem o desesperado: é a mulher apaixonada.

ARTUR DA TÁVOLA.
CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O DIA EM 29/10/2005.


Michele às 9:52 PM
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Domingo, Setembro 11, 2005




Plenitude e Ousadia



Definir "ousadia" tornou-se algo fácil: pessoa de vinte e muitos anos expondo suas tão íntimas e não menos necessárias linhas e porque também não dizer devaneios numa página pessoal da internet.
O que fazer e que critérios usar quando isso a torna uma pessoa plena???... Vou vivendo ora ousada, ora plena, ora frágil, ora simplesmente preta e branca... Certamente não saberia viver sem as letras e também não sem os números. E confesso que assim tem sido bem legal viver.
Definir "plenitude" seria esta tal pessoa se permitindo ousar.. ora... ora...

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 1:15 AM
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Sábado, Agosto 20, 2005



Michele às 8:29 PM
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Quinta-feira, Maio 26, 2005




Meus lábios...


Quero e preciso de uma resposta significativa e acima de tudo definitiva: Porque esta mania absurda de falar sempre de amor? Seria eu uma eterna idiota que ainda acredita neste sentimento ou de fato a certa na história é a pessoa que vos escreve? Nesta vida escolhi ser a idiota, talvez na outra ainda assim seja uma idiota.
Um dia se assim me for permitido o viverei de maneira sublime e feliz.
Como falar de amor é bom... causa sensações e eu adoro sentir...

Simplesmente Outono


Michele às 11:26 AM
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Domingo, Abril 17, 2005




O meu basta


se não passo de um mero objeto desse teu desejo absurdo... trate-me como tal.

se de fato sou especial... trate-me como tal também.

se não sou absolutamente nada... faça exatamente o que tem feito.

agora não venha fingir um amorzinho medíocre porque isso se torna patético.

Quem assina? O Outono de sempre.


Michele às 10:20 PM
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Domingo, Abril 03, 2005




Atrevimento...


Hoje quero ser a audácia vestida de Michele...
Quero provocar até ouvir tua súplica...
Quero ser a melhor de todas as luxúrias e a que se tornará inesquecível...
Quero te deixar com o meu gosto e com o meu cheiro.
Quero permancer em você...
Quero grudar de tal forma na tua pele que onde estiver me levará contigo e todos a tua volta sentirão a minha presença...
Serei vista no teu olhar, na tua fala e nos menores gestos.
E assim sendo nos restará apenas dois caminhos...
Ou você virá ao meu encontro sedento e faminto ou então o ser suplicante deixará de ser você e passarei a contar os dias para finalmente me livrar desse querer.

Eu, Simplesmente Outono.



Michele às 8:38 PM
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Quinta-feira, Março 10, 2005




Comemoro "Outonos" e não "Primaveras".


Michele às 12:35 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005




Simplesmente...


tuas palavras, teu olhar, tua malícia...
tua boca, teu cheiro, tuas mãos...
teu corpo, tua respiração, teu gosto...
teu medo, teu desejo, tua audácia...
tua coragem, tua pele, teu jeito...
permitido ou proibido..
certo ou errado...
com ou sem barba...
que saudade!

uma admiração quase que instantânea...
um entendimento mútuo e inexplicável.
um abraço que conforta... protege... e deliciosamente provoca...
torna-se suficiente dispensando qualquer outro gesto.
que saudade!

te adoro de forma única assim como te desejo da mesma maneira.
talvez existam outros sentimentos envolvidos sem explicação lógica...
e falando nessa tal de lógica ela se encaixa perfeitamente na tua ciência.
escolhi o caminho em que a lógica não se faz necessária...
... e mais uma vez: que saudade!!!

hoje dispenso assinatura.




Michele às 4:45 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005




Meu rumo...


Mais uma vez as letras me fazem rumar até você.
Tento de todas as formas mudar este percurso, entretanto quando elas tocam o papel ganham vida própria e acabam falando por mim. Ora o que devem... ora o que devem... afinal não possuo o menor domínio sobre elas.
Despudorada esta revelação. O que me resta? Seguir apenas a direção já estabelecida.
Afirmo lasciva e deliciosamente que minhas letras são tuas.. e será que teus números são meus?

Eu, Simplesmente Outono.


Michele às 1:08 AM
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Domingo, Janeiro 30, 2005



Michele às 4:38 AM
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Domingo, Janeiro 16, 2005




Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida.
Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um.
Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele.
Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha preencher o buraco que nós cavamos.
A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.
Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades.
Só quem se ama pode encontrar em sua vida UM AMOR DE VERDADE.


Luiz Gasparetto



Michele às 5:33 PM
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Sábado, Dezembro 25, 2004



Michele às 7:05 PM
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Domingo, Novembro 21, 2004



Michele às 8:01 PM
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Sexta-feira, Outubro 22, 2004





Michele às 5:11 AM
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Domingo, Setembro 19, 2004




Em algum momento FOI verdadeiro. Menos mal.


Michele às 3:28 PM
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Quinta-feira, Agosto 26, 2004




Não deveria se chamar AMOR...


O amor que eu ti tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor.




Poderia se chamar NUVEM
Pois muda de formato a cada instante
Poderia se chamar TEMPO
Porque parece um filme a que nunca assisti antes




Poderia se chamar LABIRINTO
Pois sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar AURORA
Porque vejo um novo dia que está por vir




Poderia se chamar ABISMO
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar HORIZONTE
Que parece linha reta mas sei que não é assim




Poderia se chamar PRIMEIRO BEIJO
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar ÚLTIMO ADEUS
Que meu antigo futuro foi abandonado




Poderia se chamar UNIVERSO
Porque sei que não o conhecerei por inteiro
Poderia se chamar PALAVRA LOUCA
Que na verdade quer dizer: aventureiro




Poderia se chamar SILÊNCIO
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo


Paulinho Moska


Michele às 1:18 AM
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Domingo, Julho 25, 2004





Michele às 11:02 PM
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Sexta-feira, Junho 04, 2004







Michele às 6:50 PM
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Quinta-feira, Maio 13, 2004



Michele às 2:51 PM
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Quarta-feira, Abril 21, 2004




Viver não dói


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas de coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
Apenas agradecer por termos conhecido
Uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso
E que nos fez companhia por um tempo razoável,
Um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos,
Por todos os filhos que
Gostaríamos de ter compartilhado,
E não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
Pela eternidade.
Sofremos não porque
Nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
Mas por todas as horas livres
Que deixamos de ter para ir ao cinema,
Para conversar com um amigo,
Para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
É impaciente conosco,
Mas por todos os momentos em que
Poderíamos estar confidenciando a ela
Nossas mais profundas angústias
Se ela estivesse interessada
Em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
Mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
Mas porque o futuro está sendo
Confiscado de nós,
Impedindo assim que mil aventuras
Nos aconteçam,
Todas aquelas com as quais sonhamos e
Nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
Mais me convenço de que o
Desperdício da vida
Está no amor que não damos,
Nas forças que não usamos,
Na prudência egoísta que nada arrisca,
E que, esquivando-se do sofrimento,
Perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.


Carlos Drummond de Andrade


Michele às 1:44 AM
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Domingo, Abril 04, 2004




O que somos


Numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de quatrocentos réis e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
Eu sei, respondeu o tolo - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.


Uma delas: quem parece idiota, nem sempre é. Quais eram os verdadeiros tolos nesta história?
A conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião ao nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos.



Michele às 7:06 PM
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Quinta-feira, Março 18, 2004




Faxina na alma


Não importa onde você parou ou em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças. E eu pergunto: sofreu muito nesse período? Foi a dor do aprendizado... Chorou muito? Foi a limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las... Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora... Pois é... agora é hora de reiniciar, de encontrar prazer nas coisas simples... Um corte de cabelo, um novo curso ou aquele velho desejo de aprender a pintar,desenhar, dominar o computador. Olha quantos desafios, quantas coisas novas te esperando! Está se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento". Tem tanta gente esperando apenas um sorriso para chegar perto de você. Recomeçar!! Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor! Pensando assim, trazemos aquele que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Tire o dia para uma faxina mental! Jogue fora tudo que te prende ao passado: fotos, roupas, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Esvazie seu coração! Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se: somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o amor. "Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura."

Carlos Drummond de Andrade


Michele às 10:39 AM
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Segunda-feira, Março 15, 2004




Amor e Saudade


O amor e a saudade
Não há regras...
Não há controle...
Apenas acontece!!
Você não consegue resistir
Por mais que tente fugir
Ele chega pra você...
Este amor que lhe tem de ser!!




Não há distância que impeça...
Não há ausência que afaste...
Apenas acontece!!
Você não consegue deixar de sentir
Por mais que tente impedir
Ela fica em você...
Esta saudade que lhe faz sofrer!!




E assim...
O amor e a saudade
Vão caminhando
Crescendo...se avolumando
Juntamente com a esperança...
Esta esperança que faz acreditar
Na realização desse amor




Um amor que parece
Impossível de acontecer...
Mas se lhe está destinado
No momento certo você vai viver!
E a saudade??
Já não vai mais existir
Já não vai mais fazer sofrer
Enfim serei sua,
E você será meu!!


Mônica Amélia


Michele às 9:01 AM
Folhas secas ao chão: ()





?.?.?...


Michele às 8:45 AM
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Sexta-feira, Março 12, 2004




Momentos necessários em lugares intrínsecos.


Michele às 8:49 AM
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Quinta-feira, Março 11, 2004




Escolhas da Vida


João era o tipo do cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.
Quando alguém lhe perguntava como ele estava, a resposta seria algo:
- Se melhorar estraga.
Ele era um gerente especial pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.
Se um colaborador estava tendo um dia ruim, João estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:
- Você não pode ser uma pessoa tão positiva todo o tempo. Como você faz isso?
Ele me respondeu:
- A cada manhã ao acordar digo para mim mesmo, João, você tem duas escolhas hoje.
Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.
Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.
- certo, mas não é fácil, argumentei:
- É fácil, disse-me João. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda a situação sempre há uma escolha.
Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver a sua vida.
Eu pensei sobre o que João disse, e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde soube que João cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta. Pela manhã foi rendido por assaltantes.
Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervosismo, desfez a combinação do segredo.
Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.
Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas pelo corpo.
Encontrei João mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu:
- Se melhorar estraga.
Contou-me o que havia acontecido perguntando:
- Quer ver minhas cicatrizes?
Recusei ver seus antigos ferimentos mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.
- A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu.
Então deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver.
- Você não estava com medo? perguntei.
- Os paramédicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom.
Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado.
Em seus lábios eu lia: "esse aí já era". Decidi então que tinha que fazer algo.
- O que você fez? perguntei:
- Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa.
Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir minha resposta:
Tomei fôlego e gritei: "- sou alérgico a balas"!
Entre risadas lhes disse:
- "- Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não morto".
- João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude.
Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente.
- Afinal de contas, "ATITUDE É TUDO".

Desconheço o autor.


Michele às 11:06 AM
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Quarta-feira, Março 10, 2004




Hoje, de fato, o MEU dia!



Michele às 10:58 AM
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Terça-feira, Março 09, 2004




Anjinhos Distraídos


Era uma vez um anjinho, muito distraído, chamado Amorel. Ele recebeu uma incumbência de Deus:
"Amorel, acabo de inventar os humanos, eles estão classificados como homem e mulher.
Cada um tem seu par e já estão todos alinhados de par em par. Pegue esta bandeja de humanos e leve para que eles habitem a Terra".
Amorel, ficou contente, pois há muito tempo o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho.
O anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada Amanda.
A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram.
Amorel e Amanda ficaram desesperados e foram contar para Deus o ocorrido.
O Senhor falou: Vocês derrubaram, vocês juntarão!
Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos.
E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam.
Os dois anjinhos, trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrem.
O trabalho é muito difícil, tanto é que por muitas vezes eles juntam casais errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos
anjinhos o tempo todo. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram.
E, por muitas vezes, está separação é brusca, pois não se tem tempo a perder.
Recebi um bilhete dos dois anjinhos e vou mandar pra você agora: "Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano!
Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês.
Não se desesperem mas também, não se isolem, tentem se mostrar realmente, quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso
trabalho mais fácil.
Aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que
em algum canto vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro.

Desconheço o autor.





Michele às 9:34 AM
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Segunda-feira, Março 08, 2004




"A insustentável leveza de ser mulher..."


A mulher é o único ser da criação que abriga dentro de si, um templo.
Só ela sabe ser Deusa e ser Santa, ser Rainha e ser Mulher,
Ser forte quando precisa, e ser frágil quando quer.
Mulher que gera vidas, e cria a humanidade.
Que sabe ser estrela, e sabe ser saudade.
Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida.
Ela é Luz quando brilha, é paz quando acalma e tranqüiliza.
Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa.
Ela é tempestade quando chora, ou um Vulcão quando Ama.
Ela sofre discriminação, é incompreendida,mas sabe superar.
Sofre preconceitos, tem lá os seus defeitos,mas sabe perdoar.
É mulher e é amante, é companheira e é guerreira,
Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais...
Ela pode até perder os seus amores, mas nunca desiste de sonhar.
É feminina, sensível, amável, sem perder a força.
Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.
Assim como a lua, ela tem as suas fases, todas imprevisíveis, todas incomunicáveis.
A mulher é o maior de todos os mistérios, que alguns ainda não conseguiram desvendar.

Desconheço o autor.


Michele às 2:29 PM
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Quinta-feira, Março 04, 2004




Ninguém


A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iriam passar a noite comigo.
A porta se fechou como uma despedida para a rua, mas aporta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre se fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.
Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar um ovo. A gordura espirra ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.
Busquei no silêncio da copa algum inseto mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisa ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto diria que eu estava ficando doido. Eu sorriria. Mas não havia ninguém. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém para me ver. Ninguém para me ouvir. Não havia ninguém. Eu podia até morrer.
De manhã o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois uma conhecida me perguntou se estava tudo azul e eu sorri e disse que sim, estava, tudo azul.

Luiz Vilela - Tremor de terra.


Michele às 8:56 AM
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Terça-feira, Março 02, 2004




O contraste.
O oposto.
A combinação.


Michele às 2:33 PM
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Segunda-feira, Março 01, 2004



Michele às 9:14 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004




... para todos os gostos...


Michele às 10:41 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004




... pensando, apenas pensando...


Michele às 10:47 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004



Michele às 8:46 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004







Michele às 9:55 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004




A Raiva e o Barro


Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa.
Mariana desabafou: "Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão."
Totalmente descontrolada,Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.
Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu sapatinho novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em seu sapato?
Ao chegar à sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou?
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
- Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei.
Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.
Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.
E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do sapato novo que havia sujado de barro.
Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo. Assim você não correrá o risco de cometer uma injustiça.


Michele às 8:04 AM
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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004




Gostava de ir


Gostava de ir fundo
De não prometer nada
E se arrepender nunca
E ria do amor que eu dava
Pensava saber muito
Que não ia sofrer jamais
Depois que perdeu tudo
Me viu a olhar pra traz
O Tempo apagou a sua estrada
Você não achou nada pra perder
Fui eu o tempo todo sem você
Se você quiser ser mais feliz
Preste atenção no que faz
Preste atenção no que diz
Quero te dizer seja feliz
Preste atenção no que faz
Preste atenção no que diz.

Zé Ricardo


Michele às 7:46 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004




Leve que só...





Michele às 7:33 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004





Michele às 8:46 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004




Sabedoria Canina


Você já se imaginou agindo como a sabedoria canina?


1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.
3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-lo ( a ).
4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.
5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.
6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.
7. Corra, pule e brinque diariamente.
8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
9. Seja sempre leal.
10. Nunca pretenda ser algo que você não é.
11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.
12. Quando alguém estiver passando por um mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.
13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.
14. Evite morder quando apenas rosnando resolve.
15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.
16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.
17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.
19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.
20. Quando alguém de que você tanto gosta chegar, faça festa, mostrando o quanto ela é importante pra você.

Autor Desconhecido.


Michele às 7:54 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004




O Valor de um Amigo


- Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo, disse um soldado ao seu tenente.
- Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.
O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens! Diga-me: Valeu a pena trazer um cadáver?
- E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pôde me dizer: " Tinha certeza de que você viria "....
Amigo é aquele que chega quando todo mundo já se foi.


Autor Desconhecido.


Michele às 2:36 PM
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004




Um Olhar Diferente


Em certo lugar, numa data imprecisa existia um cego. Embora sofrendo com sua cegueira, procurava ser útil a sua comunidade. E fazia o que todo cego faz para se orientar-se.
Em suas caminhadas, levava em conta edifícios, o número de degraus, as árvores. O tato era sua visão.
Um dia derrubaram uma casa e fecharam a rua. Nosso cego ficou desorientado. Perdeu-se e foi andando as tontas.
Nem dado momento, aproximou-se de uma ponte. Um passo falso... e poderia despencar-se nas águas tranqüilas, porém profundas.
Nesse instante, uma caridosa mão acolhe-o. Tratava-se de uma garota. Ela perguntou para onde o cego pretendia ir e acompanhou-o até o local.
Naturalmente, o cego desfez-se de mil agradecimentos, educadamente recusados pela garota. Sim, era ela quem devia agradecer.
E diante da perplexidade do cego, contou sua história.
Desiludida, decidira acabar com sua vida, pretendia jogar-se do alto da ponte. E foi quando o cego surgiu.
Ela instantaneamente sentiu vontade de ajudá-lo. Era a hora do seu renascimento. Ela decidiu viver.
Ao estender sua mão a alguém, aquela jovem encontrou a solução para si mesma.
E decidiu que continuaria lutando. Situações difíceis roubam-nos tantas vezes a alegria.
E a gente se fecha, isola-se, concluindo que nada dá certo, que não vale a pena viver.
Quando nos damos conta de que há pessoas que sofrem, e sofre, mais do que nós, nossos problemas ficam menores e encontramos força para a superação.
Estender a mão ao próximo é resolver nossos problemas.

Autor Desconhecido.


Michele às 9:41 AM
Folhas secas ao chão: ()


Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004




O Alpinista


Esta e a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muito anos de preparação, escalar o Aconcagua.
Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada desta dificuldade.
Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo.
Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo a frente do nariz, não se via absolutamente nada.
Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua, e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.
Subindo por uma parede a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu... caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade.
Ele continuava caindo... e nesses angustiantes momentos, passavam por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida...
De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... Schak. Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.
Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar: Óhhhhhhh! Meu Deus me ajude!!!!!.... De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu:
- O que você quer de mim meu filho?
- O alpinista respondeu:
- Me salve, Meu Deus, por favor!
- E Deus lhe disse:
- Você realmente acredita que eu possa te salvar?
- E o alpinista tornou a responder:
- Eu tenho certeza Meu Deus.
- Então, Deus lhe ordenou:
- Então corte a corda que o mantém pendurado...
Houve um momento de silêncio e reflexão... O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria...
Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontrou um alpinista congelado... morto... agarrado com força... com as duas mãos a uma corda a tão somente dois metros do chão.


Autor Desconhecido.


Michele às 9:49 AM
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Sexta-feira, Janeiro 30, 2004




A Águia e a Galinha


Certo dia, um fazendeiro, caçando nas montanhas, achou um ninho de águias com filhotes. Pegou um e trouxe à sua fazenda criando-o no galinheiro.
Em visita à fazenda, um amigo se comoveu ao ver uma águia naquele estado, comendo, andando e dormindo como galinha.
Argumentou que era uma violência contra a natureza deixar uma águia daquela passar tamanha humilhação. O dono da fazenda, dando sonora gargalhada, retrucou:
- " Pensa como galinha, age como galinha, é galinha ". O amigo, inconformado, levou a ave às montanhas e no ponto mais alto bradou:
- " Águia, aqui não é teu lugar, a ti são reservados os vôos mais altos, o céu mais azul, o lugar dos vencedores ", e atirou a águia para o alto.
O pássaro ensaiou bater as asas, titubeou e logo caiu. O fazendeiro, não perdoou:
- " Age como galinha, é galinha! ". O amigo, treinador persistente, insistiu mais uma vez:
- " Águia, tu és a ave mais forte, o céu é teu limite. És uma criação maravilhosa de Deus, ocupe o teu lugar no Universo. Voe águia... Voe... voe e vença. Você pode, você veio para vencer ".
E jogou ainda mais alto o pássaro que ganhou a vastidão do espaço. Aí, cheio de orgulho, contemplando o vôo majestoso da águia, o amigo setenciou:
- " Pensa e age como galinha, é galinha. Pensa e age como águia, é águia ".

Leonardo Boff.


Michele às 8:22 AM
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004




Uma História de Amor


O garoto estava preso entre as engrenagens da ponte levadiça e um transatlântico carregando centenas de passageiros estava se aproximando rapidamente.
O pai do menino, o operador da ponte, não tinha se dado conta do desaparecimento de seu filho até este momento.
Em pânico saiu à procura de seu filho somente o achando inconsciente entre duas alavancas que levantavam a ponte para dar passagens aos navios. Ele caiu enquanto brincava.
O pai agora estava com medo diante das alternativas que tinha a sua frente.
O transatlântico que não parava de se aproximar com centenas de vidas a bordo, com o choque iria matar a todos se a ponte não fosse elevada; e seu filho caído na caixa de engrenagem, seria instantaneamente esmagado se o botão que aciona a ponte fosse ligado.
Com toda sua força ele tentou baixar o braço para retirar a criança rapidamente dali para um lugar seguro. O tempo estava se esgotando.
Ele simplesmente não conseguia alcançar o garoto.
Lágrimas desciam interminantemente do rosto do homem juntamente com o pressentimento de que ninguém iria socorrê-los e a mágoa o tomava por completo.
Ele fez a última tentativa. Mas de nada adiantou.
A única coisa que o pai ouvia eram as vozes e as altas gargalhadas das pessoas que se divertiam no transatlântico que se aproximava cada vez mais.
A aterrorizante decisão tem de ser tomada imediatamente. Irá seu amado filho viver? Ou irão aqueles farristas desconhecidos viver?
Com apenas segundos para a decisão final ele sabe que seja qual for, terá de viver com isto o resto de sua vida.
Lágrimas de lamento transbordaram nos olhos deste pai que agora via todos aquelas pessoas desconhecidas passarem debaixo dele.
Elas estavam rindo como se nada tivesse acontecido, completamente sem saber que o solitário homem acima delas tinha poupado suas vidas pelo sacrifício da vida de seu próprio filho.
Elas nunca se deram conta do amor que lhes foi mostrado naquele dia.

Autor Desconhecido.


Michele às 7:46 AM
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Quarta-feira, Janeiro 28, 2004




A Lição da Borboleta


Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno, tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto da vida se rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para suas asas de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que ela estivesse livre do casulo.




Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.
Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados.
Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Autor Desconhecido.


Michele às 7:48 AM
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Terça-feira, Janeiro 27, 2004




Voltando da Guerra


Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã. Ele ligou para seus pais em São Francisco:
- Mãe, pai, estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir. Eu tenho um amigo que gostaria de trazer comigo.
- Claro! Nós adoraríamos conhecê-lo!!!
- Há algo que vocês precisam saber, continuou o filho: Ele foi terrivelmente ferido na luta; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.
- Eu sinto muito ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele morar.
- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.
- Filho, você não sabe o que está pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo. Neste momento filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefone da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna.




Os pais, nesta história são como muitos de nós.
Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis.
De preferência, ficamos longe dessas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nós.
Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família.
Precisamos aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos a compreender aqueles que são diferentes de nós.
Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração. Você não sabe como acontece ou quando surge.
Mas, você sabe que este sentimento especial aflora e percebe que a Amizade é o presente mais precioso de Deus.
Amigos são como jóias raras.
Eles nos fazem sorrir e nos encorajam para o sucesso.
Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto.

Autor Desconhecido.


Michele às 9:22 AM
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Segunda-feira, Janeiro 26, 2004




A Raposa e o Lenhador.

Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.
Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ida trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.
Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança.
O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam: "Lenhador abra os olhos! A Raposa vai comer o seu filho". " Quando sentir fome, comerá o seu filho ".
Um dia o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca coberta de sangue.
O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa...
Ao entrar no quarto desesperado, encontrou o seu filho no berço dormindo tranqüilamente a ao lado uma cobra morta...
O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

Autor Desconhecido.




Michele às 8:41 AM
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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004




...


Michele às 3:28 PM
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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004




A ÁRVORE DOS MEUS AMIGOS


Michele às 4:48 PM

Folhas secas ao chão: ()